Steven Spielberg em seu primeiro filme no universo DC

Steven Spielberg  produz em conjunto com a Warner Bros. Pictures 

 

Seguindo a bem-sucedida colaboração em “Jogador N°1”, Steven Spielberg e a Amblin Entertainment se unem novamente à Warner Bros. Pictures para produzir a aventura de ação “Blackhawk” - ainda sem título em português, com Spielberg dirigindo o filme. Baseado no clássico personagem Falcão Negro, de propriedade da DC, o projeto marcará o primeiro trabalho do cineasta centrado em personagens da DC. O anúncio foi feito nesta semana por Toby Emmerich, presidente da Warner Bros. Pictures Group.

“Estamos muito orgulhosos por sermos o estúdio por trás do mais recente sucesso de Steven Spielberg, e estamos extremamente felizes em trabalhar com ele novamente nesta nova aventura de ação. Será difícil controlar a ansiedade para ver que novas fronteiras ele vai desbravar na introdução de ‘Blackhawk’ para o público de filmes em todo o mundo”, declarou Emmerich, ao fazer o anúncio.

O roteiro de "Blackhawk" está sendo escrito por David Koepp, que colaborou com Spielberg como roteirista nos sucessos de bilheteria "Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros", "O Mundo Perdido: Jurassic Park", "Guerra dos Mundos" e "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”. Spielberg produzirá o filme junto com Kristie Macosko Krieger, sob a bandeira da Amblin Entertainment, enquanto Sue Kroll será a produtora executiva pela Kroll & Co. Entertainment.

 

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Flime baseado em HQs da DC

Spielberg observa: “Foi maravilhoso trabalhar com a equipe da Warner Bros. para trazer ‘Jogador N°1’ para o cinema. Eles trazem uma mistura de paixão e profissionalismo para tudo o que fazem e têm uma tremenda história neste gênero. Estou animado em me reunir com eles em ‘Blackhawk’”.

 

Os próximos dois filmes de Spielberg são o quinto da franquia Indiana Jones e o “West Side Story”.

 

"Blackhawk" será distribuído em todo o mundo pela Warner Bros. Pictures, uma empresa da Warner Bros. Entertainment Company.

Última atualização em Qui, 19 de Abril de 2018 12:14
 

Aidan Quinn será protagonista de 'O Hóspede Americano'

"Hóspede Americano" é uma coprodução com CygnusMedia exclusiva para a HBO

 

 

São Paulo, 16 de abril de 2018 — A HBO Latin America anuncia o ator americano Aidan Quinn como protagonista de O HÓSPEDE AMERICANO, no papel de Theodore Roosevelt. A série em quatro episódios dirigida por Bruno Barreto retrata a viagem do ex-presidente americano ao Rio da Dúvida, em Rondônia, no ano de 1913, logo após ter perdido as eleições para um segundo mandato à presidência dos Estados Unidos.

 

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Aidan Quinn

O guia do americano, o Coronel Cândido Rondon, já era um ícone brasileiro e um pacifista militar que estava mapeando o Oeste do Brasil. A série começa a ser gravada em maio.

FICHA TÉCNICA

O HÓSPEDE AMERICANO

Uma coprodução com CygnusMedia exclusiva para a HBO

Produtores: Roberto Rios, Eduardo Zaca, Paula Belchior, Patricia Carvalho e Rafaella Giannini, da HBO Latin America; Carla Affonso e Patrick Siaretta, da Cygnus Media

Direção: Bruno Barreto
Roteiro: Matthew Chapman
Última atualização em Seg, 16 de Abril de 2018 12:12
 

Hospital Pequeno Príncipe - Tratamento contra o câncer

Projeto Viva a Cultura! utiliza atividades recreativas para trazer bem-estar aos pacientes atendidos pelo Serviço de Oncologia, Hematologia e Transplante de Medula Óssea da instituição

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Projeto Viva a Cultura! - Foto: dancarmarketing.com.br

Entre os dias 9 e 13 de abril, as crianças em tratamento oncológico no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR), poderão usufruir da arte e de atividades lúdicas como uma ferramenta importante para ajudar a lidar com o momento difícil pelo qual estão passando. As ações fazem parte do projeto Viva a Cultura!, que leva arte como  instrumento para tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor.

O universo do teatro como fator terapêutico ganhou espaço a partir da década de 1970, com os ideais do médico norte-americano Patch Adams, que percebeu a importância de implantar em seu ambiente de trabalho uma rotina mais humanizada, valorizando a compaixão e a preocupação com o bem-estar de seus pacientes. As ações são comandadas por monitores e atores que aguçam a imaginação e a criatividade das crianças.

Para o ator Marcelo Zurawski, que integra o elenco da peça de teatro encenada no projeto, a iniciativa proporciona um respiro de diversão e também de reflexão. “Interagir com as crianças durante esse momento é muito enriquecedor e gratificante. Sentimos que os pacientes nos ensinam um pouco mais sobre resiliência e superação a cada nova apresentação”, destaca Marcelo.

A chefe do Serviço de Psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, Ângela Bley, destaca que atividades que estimulam a criatividade dos pacientes com recursos lúdicos impactam diretamente na resposta dos pequenos ao tratamento. “Diversos autores comprovam a importância do brincar para o desenvolvimento motor e intelectual das crianças. No caso de meninas e meninos hospitalizados, esse brincar possui um alto valor terapêutico, auxiliando na liberação de pensamentos, sentimentos e frustrações, o que torna todo o processo de internação menos traumático”, comenta a psicóloga.

Para Vanessa Cordaro, diretora de Recursos Humanos e Comunicação Corporativa da AstraZeneca, projetos como esse são exemplos de como os valores da empresa são colocados em prática. “Colocar o paciente em primeiro lugar é um de nossos principais compromissos, e nesses 11 anos de projeto pudemos beneficiar mais de 12 mil crianças e familiares, comprovando que projetos que focam no bem-estar do paciente resultam em um menor tempo de internação e maior efetividade no tratamento”, destaca a executiva.

Na AstraZeneca o projeto também despertou a atenção da colaboradora Denise Araújo, que após participar de uma visita em um dos hospitais atendidos pela ação, passou a colaborar como voluntária em iniciativas direcionadas ao bem-estar dos pacientes em hospitais públicos e privados. “É emocionante saber que, em poucas horas, você consegue desconectar essas crianças de seus problemas e levar um pouco do mundo externo para cada uma”, comenta a colaboradora.

05Projeto Viva a Cultura! da AstraZeneca - Foto: dancarmarketing.com.br

O Viva a Cultura! é um projeto da AstraZeneca em parceria com o Instituto Dançar, e tem apoio do Ministério da Cultura por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei 8.313/91). Para conhecer mais sobre a história do Projeto Viva a Cultura!, acessewww.vivaacultura.com.br

Serviço: Projeto “Viva a Cultura” no Hospital Pequeno Príncipe

Local: Hospital Pequeno Príncipe – Rua Desembargador Motta, 1.070 – Água Verde, Curitiba - PR

Data: De 9 a 13 de abril

Programação:

OFICINAS CULTURAIS

Data: 9 a 13 de abril

Horário: 9h30 às 11h30

CIA. DE MÚSICA (VISITA AOS LEITOS)

Data: 9 a 13 de abril

Horário: 14h às 15h30

APRESENTAÇÃO TEATRO

Data: 10 de abril

Horário: 10h30 às 11h30

FOTO DIVERTIDA

Data: 11 de abril

Horário: 9h30 às 11h30

Sobre a AstraZeneca

A AstraZeneca é uma empresa biofarmacêutica global, voltada para inovação, com foco principal na descoberta, desenvolvimento e na comercialização de medicamentos de prescrição, principalmente para o tratamento de doenças em três principais linhas terapêuticas – Oncologia, Doenças Cardiovasculares, Renais & Metabólicas e Respiratória. A companhia também atua nas áreas de autoimunidade e neurociência. A AstraZeneca opera em mais de 100 países e seus medicamentos inovadores são usados por milhões de pacientes em todo o mundo. Para mais informações acesse:www.astrazeneca.com.br

Sobre o Instituto Dançar

O Instituto Dançar, criado em 2008 pela Dançar Marketing & Comunicações, uma das principais empresas de marketing cultural do país com 35 anos de mercado, surgiu com o objetivo de atender com excelência demandas institucionais nas áreas de cultura, meio ambiente, educação e esportes, focado em desempenhar um papel importante no apoio ao desenvolvimento social humano, trabalhando nos pilares fundamentais das comunidades em geral. Com seriedade e comprometimento, o Instituto Dançar busca exercer um papel efetivo nas comunidades e projetos sociais, não apenas com ações específicas de campanhas, mas também em cada detalhe de seus projetos.

Pequeno Príncipe: maior hospital pediátrico do Brasil

Há quase 99 anos, o Pequeno Príncipe cuida da saúde de crianças e adolescentes de todo o Brasil. É o maior hospital exclusivamente pediátrico do país e conta com 370 leitos, sendo 60 de UTI. Por ano, realiza, em média, 305 mil atendimentos ambulatoriais e 20 mil cirurgias. Destina cerca de 70% da sua capacidade para pacientes provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Referência em 32 especialidades – como Cardiologia, Ortopedia, Cirurgia Pediátrica, Nefrologia, Oncologia e Transplante de Medula Óssea (TMO) –, a instituição realiza procedimentos de alta e média complexidade. Em 2017, por exemplo, foi responsável por 213 transplantes ( 1 – coração; 33 – medula óssea; 15 – rim; e 164 – tecido ósseo).

Uma das diretrizes do Hospital, uma instituição filantrópica, é a de oferecer tratamento integral e humanizado a crianças e adolescentes. Um conjunto de programas agrega ao cuidado integral em saúde a perspectiva de garantia dos direitos fundamentais. Entre eles, a inclusão de educação, cultura e ações organizadas por voluntários, garantindo equidade a todos os pacientes e suas famílias.

Última atualização em Qui, 12 de Abril de 2018 15:31
 

O que levar em conta na hora de vender o seu carro?

Imagem: Pexels.com

 

Você sabe o que levar em consideração na hora de vender o seu carro? Diferentemente dos imóveis, que são valorizados na maioria dos casos com o passar dos anos, os carros não apresentam o mesmo valor da compra na hora de realizar a venda, ou seja, a quantia desembolsada nem sempre é refletida na comercialização do veículo.


Diante disso, é importante ficar atento a algumas dicas para que não tenha surpresas. Por isso, compare a tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), as propostas das concessionárias, as revendas ou, então, as vendas para compradores diretos. Uma boa pesquisa e avaliação pode te ajudar a fazer a melhor venda.

O que é a tabela da Fipe?

É realizada uma pesquisa que analisa a média dos carros à venda no mercado nacional. Os valores variam de acordo com a região, acessórios do veículo, cor e o estado de conservação do carro. A tabela é considerada um ponto de partida para as negociações, mas não pode ser o fator principal a ser considerado, pois nem sempre é garantia de conseguir os melhores valores.

A cor do carro ajuda na hora da venda?

Tanto para carros seminovos ou novos, a cor é levada em consideração pelo comprador. Isso é o que comprova uma pesquisa realizada em 2016, feita pela empresa PPG, uma das principais fabricantes de tintas e revestimentos no Brasil.

Segundo a pesquisa, o favoritismo é da cor branca nos veículos, com 37%. Em segundo lugar, a preferência é pela cor prata, com 29%. Na terceira colocação está a cor preta, com 12% da procura. Já o cinza, apareceu em quarto lugar com 10%, seguido do vermelho, com 8%.

Em alguns casos, as montadoras cobram a mais pelas cores especiais. Por esse motivo, a cor influencia diretamente no preço do veículo. Carros com cores muito chamativas não são as melhores opções para compra ou venda, já que não possuem grande procura.

Na hora de escolher o seu veículo, avalie as ofertas apresentadas no mercado.


O que checar na hora da venda?
Detalhes importantes fazem a diferença nesse momento. Separamos algumas informações para você ficar atento na hora de vender o seu veículo. Alguns itens foram baseados em dados da Federação Nacional das Associações de Revendedores de Veículos Automotores. Confira abaixo:

1 – A mecânica está em dia?
Pegar um carro cheiroso e com a pintura em dia não garante as condições básicas do carro: a sua mecânica. Ela é fundamental e deve receber atenção do condutor desde o estado dos pneus, do motor, e até a suspensão. Uma dica é fazer o test-drive e certificar se está tudo dentro dos padrões de qualidade e segurança, antes de realizar a venda.

2 – Confirme a quilometragem
A quilometragem do veículo precisa ser checada, para evitar surpresas. A rodagem do veículo é fundamental para você ter uma base de quanto o carro já “andou”. Por isso, fique de olho nesse ponto.

3 – Quantos donos o veículo já teve?
Essa informação é muito importante para verificar em relação à garantia do seu carro. Por isso, repasse essa informação para o possível comprador. Dessa forma, dependendo da marca e do ano, o veículo pode estar dentro da garantia de fábrica ainda ativa.

4 – Multas no veículo?
Não sabe se o seu veículo possui multas ou algum débito em aberto? No site do Detran do Paraná é possível ter acesso às multas do veículo. No canto superior direito, há o ícone “consultas’, onde será possível visualizar o extrato de débitos do veículo e os indicadores de multas, além de outras taxas de serviços do carro.

5 – Mantenha as peças originais
Quanto mais deixar o veículo original, mais ele será valorizado. Evite vendê-lo com equipamentos que não são originais. Isso desvaloriza o valor de venda para baixo.

6 – Reparo na pintura?
Aconteceu algum problema com a pintura do seu automóvel? A dica é para que não realize pequenos reparos na pintura. Na hora da venda, os lojistas optam por veículos que não possuem repinturas. Se negociar com uma revenda, deixe o reparo de pequenos detalhes da pintura para o próprio comprador. Nas concessionárias, por exemplo, há parcerias com as funilarias que fazem os reparos rapidamente e sem complicações.

7 – Você tem todos os documentos necessários?
Para não ter transtornos e dor de cabeça na venda do seu carro, não esqueça de ter em mãos todos os documentos necessários. Verifique os seguintes documentos: comprovantes de manutenção, os documentos de licenciamento e do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), entre outros.

8 – Sabe onde está a chave reserva?
A chave reserva é extremamente importante. Em casos de perda da chave principal, é possível utilizar normalmente a chave reserva no veículo. Mas, e se você perdeu a chave reserva? O prejuízo pode ser bem grande e doloroso para o bolso. Como alguns carros possuem sistemas mais sofisticados e modernos, a perda da chave pode resultar em um prejuízo de até R$ 4 mil, para a confecção de uma outra chave. Por isso, guarde em um local que possa acessar facilmente. Outro ponto que precisa ficar muito atento é que não deve guardar a chave reserva dentro do próprio carro, o que pode torna-las inúteis em caso de necessidade.

Conseguir um bom negócio às vezes pode ser uma tarefa bem difícil. Com as dicas que separamos especialmente para você, é possível se prevenir e evitar surpresas no momento da venda do seu carro. Coloque no papel todos esses itens apresentados e faça um checklist para analisar se foram cumpridos. Dessa forma, você irá poupar o seu tempo com imprevistos e, sem dúvida, efetuar uma boa venda do seu automóvel.

Compartilhe com amigos e familiares!
Gostou de saber ainda mais sobre o que levar em conta no momento de vender o seu carro? As dicas também podem ajudar os seus familiares e amigos a tirarem dúvidas. Por isso, não esqueça de compartilhar esse texto nas suas redes sociais e marcar os conhecidos. Não deixe para depois, realiza o seu sonho e tenha agora as chaves na mão do seu carro novo

Última atualização em Seg, 09 de Abril de 2018 14:19
 

Universal Pictures divulga trailer de “Johnny English 3.0”

A Universal Pictures divulga o primeiro trailer de “Johnny English 3.0” (“Johnny English Strikes Again”). Dirigido por David Kerr e estrelado por Rowan Atkinson, Ben Miller, Olga Kurylenko, Emma Thompson, Jake Lacye, o filme estreia no Brasil em outubro.

 

 

Johnny English 3.0” é o terceiro filme da série cômica Johnny English, com Rowan Atkinson (da série “Mr. Bean”) retornando como o adorado agente secreto acidental. A nova aventura começa quando um ataque cibernético revela a identidade de todos os agentes ativos infiltrados na Grã-Bretanha, deixando Johnny English como a última esperança do serviço secreto. Apesar de estar aposentado, English é convocado e mergulha de cabeça na ação com a missão de encontrar o hacker que está por trás do ataque. Com poucas habilidades e métodos analógicos, Johnny English precisa superar os desafios da tecnologia moderna para tornar a missão bem-sucedida.

Escrito por William Davies, o filme é produzido por Tim Bevan, Eric Fellner, Chris Clark.

Última atualização em Sex, 06 de Abril de 2018 09:34
 

Tatá Werneck, Carol Duarte e Tábata Amaral com MC Soffia

Quem fala o que quer nem sempre escuta o que não quer. No caso da Tatá, não ter papas na língua a ajuda a quebrar preconceitos, ser a apresentadora do talk show mais comentado da TV, fazer novela, abraçar o amor e inspirar uma geração. Sabe quando você está escrevendo um e-mail e abre uma aba do Spotify, depois vai para o Facebook, em seguida dá uma espiada no portal de notícias e, quando vê, está morrendo de rir de um vídeo de gatinhos no YouTube? Falar com Tatá Werneck, carioca, 34 anos de pura energia, é meio isso. Ela emenda assuntos, vai abrindo janelas, conta do namorado, da mãe, dos onze gatos e seis cachorros... Aí, do nada, faz você gargalhar.

 

É mesmo bacana ser a Tatá? Estar sempre criando e ter esse pensamento rápido cansa em algum momento? Eu sou muito feliz de me ser! É estranho falar isso? Parece que me acho? Mas tenho uma autoestima boa, que não passa pela aparência, mas por estar bem comigo, me preencher, ver que as pessoas gostam de estar perto. Desde que entendi que não tem como passar por essa vida tentando viver outra, ficou mais fácil. Fui uma criança questionadora. Aos 3 anos, perguntava o porquê de precisar aceitar tal coisa. Sempre fui militante, representante de turma. Acabei expulsa da escola duas vezes por ser bagunceira e ter o mesmo comportamento de colegas meninos, mas que era inaceitável para uma menina.

 

Uma visão machista que deve ter surgido em vários outros momentos da sua vida, né? Sim. As pessoas questionavam tudo, até a minha sexualidade. Se eu fosse lésbica também não seria um problema... Mas por que essa necessidade de catalogar as pessoas? Por que precisamos ser colocadas em nichos? Por que se você é bonita não pode ser inteligente? Se é engraçada não pode ser vaidosa? No começo, quando ia participar de campeonatos de improviso e de rima, eu quase me anulava para provar meu talento. Colocava uma calça largona, um moletom e só faltava falar: “Ó, galera, esqueça que eu sou mulher!”. Hoje jamais faria isso.

Relutar em ficar com o Rafa [Tatá demorou dois meses para aceitar o pedido de namoro] é um reflexo disso? Nunca me interessei por homens mais novos. Ficava pensando por que dar uma chance se sabia que estávamos em momentos diferentes. Mas já estava acontecendo... O Rafa é um homem maduro, fora da curva, de uma família muito legal. Essa geração dele é livre de todas as formas e não tem uma série de preconceitos que a gente fala que não tem e continua tendo. Contei para minha mãe [a jornalista Claudia Werneck], que falou: “Não criei a minha filha para ser uma mulher tão preconceituosa”. Amoleci e, quando vi, fazíamos tudo juntos. Que bom!

 

Como lida com esse preconceito? Acreditando no amor. Nunca um homem que é visto com uma mulher mais nova é questionado. É quase um troféu. Agora, quando um cara está com uma mulher mais velha, as pessoas ficam se perguntando o porquê. E tem mil motivos, né? Nunca é o amor. As pessoas já querem colocar um prazo de validade. Parece que, se algum dia – Deus me livre, em nome de Jesus! –, a gente não estiver junto, vai ser porque sou mais velha.

 

Sua mãe é a sua inspiração? Ela e minha avó materna, Vera, que me ensinou a ter fé. Minha mãe começou a se dedicar à questão da deficiência muito antes de se falar disso [autora de 13 livros sobre inclusão, Claudia é fundadora da ONG Gente do Bem]. Eu a admiro profissionalmente e como mãe. Essa é uma questão que ainda vivemos e na qual penso muito. Acharia o máximo gravar o Lady Night grávida, amamentaria no palco se precisasse. Outro dia vi uma parlamentar na TV, não lembro de qual país, amamentando no congresso. É isso. Não são vidas paralelas. Somos criadas com uma culpa tão grande, como se fosse errado ter tudo. Não é! Está tudo bem em ser muito feliz.

Essa culpa é cultural... Total. Os caras falam que gostam de mulheres fortes, mas poucos sabem lidar com isso. Eu já me sabotei muito por causa de relacionamentos. Já fiquei com homens que me impediram de pegar prêmios, por exemplo, que tentavam me rebaixar para se sentir melhor, que competiam comigo. Hoje vejo que o companheiro incrível é aquele que se fortalece com a sua força.

Não faz muito tempo, Carol Duarte era uma atriz exclusivamente de teatro. Nos palcos desde os 15 anos,viveu um turbilhão ao estrear no horário nobre da TV. E chegou com o pé na porta para falar sobre um assunto que, até então, era puro tabu para grande parte dos brasileiros: transexualidade. Em A Força do Querer, a paulistana retratou os dramas de um jovem trans, mudou radicalmente o visual e fez muita gente conservadora aceitar e (até torcer!) para que Ivan fosse feliz sendo simplesmente quem queria ser. E foi isso o que a deixou mais orgulhosa com o personagem: abrir espaço para a troca de ideias e da autoaceitação. Carol é gay e, apesar de ser reservada sobre sua relação com a fotógrafa Aline Klein, fala abertamente sobre orientação sexual e entende que sair do armário ainda é difícil no Brasil. Hoje, aos 26 anos, se esforça para aproveitar o alvoroço, sem romantizar a vida de atriz – não à toa, faz questão de andar de metrô em São Paulo, cidade onde mora, frequentar os mesmos lugares da época do teatro e defender o que acredita. “Sempre admirei mulheres que tomavam conta da própria vida, independente do que os outros achavam ou deixavam de achar. Sempre quis ser uma delas.”

 

No último ano você viveu um furacão chamado Ivan. O que mudou de lá para cá? O alcance do teatro é muito menor do que o da TV. Poder dialogar com tantas pessoas sobre a questão de identidade de gênero foi muito rico porque, afinal, somos diferentes e devemos respeitar essas diferenças. Na minha época de colégio, as pessoas mal falavam sobre gays, lésbicas e trans. Isso mudou. A próxima geração não vai ter a ignorância que a minha teve ou da minha mãe, avó... Essa é uma enorme conquista.

Há um tempo, atores tinham receio de dizer que eram gays para não perderem papéis de mocinha ou galã na novela. O medo ainda existe? De maneira geral, no mundo, esse medo existe. Dizer que é gay ou trans ainda gera insegurança porque continua sendo visto como algo ruim. As palavras “viado”, “sapatão” e travesti”, na nossa cultura, são xingamentos.

 

Como foi se descobrir gay? Minha vida não teve grandes eventos porque no teatro se quebra alguns estereótipos e tive uma criação muito livre. Minha família sempre foi tranquila, mas eu sei que isso é uma bolha social, não é o comportamento mais comum no Brasil. A tendência é as pessoas terem preconceito.

 

O que te torna empoderada? É a consciência do que representa ser mulher. Na adolescência, vi que algumas coisas não eram legais, por exemplo: os meninos podiam perder a virgindade com quem quisessem, mas no caso das meninas tinha que ser romântico. Foi aí que comecei a entender meu lugar no mundo. Por isso, fico triste quando uma mulher é machista. A imposição cultural é tão forte que ela mesma se reprime.

 

Para você, qual é a melhor parte de ser mulher hoje? Ando me orgulhando em saber que a sociedade evoluiu de certa forma. Minhas avós viveram pior do que eu. E espero que, se tiver uma filha, ela viva melhor e assim por diante. Sou feliz em fazer parte dessa luta.

Então ter filhos está de fato nos seus planos? Quero ser mãe, sim. Não sei quando porque deve ser uma experiência muito profunda...Tenho vontade de adotar, mas essa ideia ainda é meio nebulosa para mim.

 

Você é a atriz revelação do ano para a Glamour. Qual foi o maior desafio que enfrentou ao chegar até aqui? Tendem a romantizar a vida de ator. Depois que acabou a novela, não mudei minha rotina. Continuo usando metrô e frequentando os lugares de sempre. É sedutor achar que o mundo gosta de você e tudo é lindo, mas o desafio é me renovar e manter minha cabeça no lugar, sabendo que sou atriz, nada além disso.

Pense em uma pessoa humilde. Que mesmo tendo sido aprovada nas mais prestigiadas universidades dos Estados Unidos, como Harvard, Caltech, Columbia, Princeton e Yale, credita todas as suas conquistas aos professores e instituições que a ajudaram (emocionalmente e financeiramente!) durante a vida escolar. Que saiu da periferia de São Paulo, em 2012, lugar onde a família ainda mora, e escolheu Harvard para estudar ciências políticas com bolsa integral. Que, dois anos depois, ainda nos EUA, criou, com um grupo de amigos, o Mapa Educação, movimento de mobilização de jovens brasileiros na luta por uma educação de qualidade. Que, em setembro passado, foi convidada para uma mesa redonda com Barack Obama, justamente para falar do Mapa e do Movimento Acredito, cujo objetivo é reestruturar a política no Brasil, e ouviu dele o famoso: “Yes, girl, we can!”. Essa é Tabata Amaral de Pontes, de 24 anos, que trabalha para transformar jovens brasileiros em personagens ativos na educação, instigando-os a fiscalizar as políticas públicas. Essa é Tabata, garota tímida que pensa, sim, em ser presidente do País. “Temos que nos candidatar aos cargos políticos. Enquanto acreditarmos que quem está no poder é corrupto, de fato deixamos espaço para pessoas mal-intencionadas.”

 

Medo de sonhar é algo que você, definitivamente, não tem, né? Já tive muito. Quando meu pai faleceu, em 2012, vítima da bipolaridade e do vício em álcool, cogitei não ir para os EUA, por exemplo. Achava que não era merecedora. Hoje, depois de tudo, me permito sonhar! Mas, é importante dizer que a possibilidade de almejar, no Brasil, tem gênero, raça e CEP. A educação pública é tão precária, que é difícil para um jovem pensar em estudar em universidades públicas ou ter uma educação de ponta. Por isso, sonho com um País de oportunidades iguais, em que o único limite para as realizações seja a imaginação.

 

Qual foi o melhor conselho que você já recebeu de outra mulher? Não sei se foi exatamente um conselho... Mas, certa vez, minha professora e orientadora de Harvard, Frances Hagopian, me disse que se arrumava para as aulas e se preparava pelas meninas. Pois, mesmo elas sendo minoria na sala, eram as suas alunas. Depois disso, percebi que por ser, muitas e muitas vezes, a única mulher nos ambientes onde estou palestrando sobre educação, tenho que oferecer a melhor versão de mim mesma. Isso serve para que elas, as meninas que me assistem, sintam-se inspiradas e acreditem que podem – e devem! – ocupar esse espaço também.

 

Uau! Pois é. Além da minha mãe, Reni, que me teve muita nova, aos 22 anos, e abriu mão de tudo para que eu pudesse estudar – acreditando que, só assim, eu teria um futuro diferente do da minha família –, foi a professora Frances quem compartilhou comigo as suas dificuldades. E ela o fez só para me mostrar que eu não estava sozinha. Seu apoio me fez seguir com muito mais força.

 

Então, seria a professora Frances a mulher para quem você daria o prêmio Gente Que Faz, como o seu? Uma delas! Confesso que adoraria premiar a Anitta, viu? Além de talentosa, ela é uma mulher forte e empreendedora, que cuida não apenas da própria carreira, mas ainda faz apostas em novos artistas [a cantora Clau e o cantor Micael são empresariados por ela]. Sem falar que Anitta conhece a realidade brasileira e se expressa com verdade, como de fato ela é. Aproveitando: Glamour, se quiserem nos colocar em contato, serei a pessoa mais feliz do mundo!

Ser confiante, lutar por representatividade e transformar opinião em rima é possível aos 14 anos? Para a cantora MC Soffia, sim. Aliás, isso é tarefa desde os 10, quando escreveu o seu primeiro rap. Como uma heroína, a adolescente canta às crianças sua mensagem de resistência diante do racismo que vive e vê no mundo. De tão bem-sucedida e engajada, chegou, no ano passado, à lista anual das 100 mulheres mais inspiradoras da rede britânica BBC. “Me sinto poderosa por fazer músicas capazes de ajudar outras meninas”, diz. Desde pequena Soffia Gomes da Rocha Gregório ouve piadas sobre o seu cabelo e, apesar da pouca idade, encara o preconceito com a mesma sabedoria de um adulto e atribui esse processo de construção à sua mãe, a produtora Kamilah Pimentel, de 33 anos. “Todo tipo de ofensa me fortalece. É mais inspiração para as minhas músicas”.

 

Qual recado você quer deixar para a próxima geração? A importância de ser o que quiser e ter uma referência no mundo. A representatividade de que tanto falo é você enxergar alguém que te incentive a continuar.

 

Isso tem tudo a ver com o nosso prêmio Gente Que Faz que você ganhou. Fiquei muito feliz. É importante uma menina negra ter esse destaque. Significa que tudo que eu tenho feito faz sentido. Obrigada!

 

E para quem você o daria? Para todas as meninas negras, todas as mulheres. Por tudo que a gente passa desde sempre, não é só uma que merece, né?

 

Qual é o seu maior poder? A habilidade de fazer músicas capazes de ajudar outras meninas.  que faço é poderoso. Acho grandioso e me sinto uma heroína.

 

O melhor de ser mulher hoje é... Aceitar a nossa própria beleza! Nós sempre fomos muito diminuídas, mas agora temos consciência da importância de ajudar uma a outra. A internet tem facilitado isso também. É só olhar para as youtubers! Elas nos ensinam sobre maquiagem para nosso tipo de pele. Parece algo simples, mas as meninas negras nunca tiveram essas referências...

 

Falando em youtubers, você acompanha algum canal? Eu sigo o da Nátaly Neri [Afros e Afins] e o da Gabi [De Pretas], mas não têm muitas meninas da minha idade que falam sobre representatividade.

 

E o que você acha do seu recado também atingir os adultos? Normal, sabia? Apesar de ressaltar que as músicas são para as crianças, acho bom chegar nos mais velhos. O que mais me deixa feliz é saber que estou conseguindo combater o preconceito com as minhas letras. A sensação de transformar a dor de uma pessoa em aceitação, com música, é incrível. Como pode, né?

 

Você se sente segura com o seu cabelo? Por conta da sociedade que nós vivemos, foi um processo de construção. Eles nunca vão falar que o cabelo crespo é bonito e por isso eu também não gostava do meu. Eu alisava, mas também me achava horrível.

 

E quando isso começou a mudar? A minha família sabia que isso poderia acontecer e me preparou com histórias sobre a nossa origem. Hoje, o cabelo cacheado está sendo exaltado entre as empresas, mas é um terreno perigoso. Eles querem falar sobre inclusão, mas não mostram a realidade do cabelo crespo...

 

Em fevereiro passado, você foi alvo de ataques racistas na internet. Como encarou? Todo tipo de racismo só me fortalece: daí eu crio as minhas músicas. Me aceito e estou bem com o meu cabelo, mas não deixo de denunciar os criminosos

Última atualização em Qua, 04 de Abril de 2018 11:59
 


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