Indra traz jovens do Peru e Colômbia para hackday com foco em sustentabilidade

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O prêmio dá oportunidade aos ganhadores de viver uma experiência profissional internacional, podendo escolher entre Brasil ou Estados Unidos para desenvolver durante seis meses seu trabalho na companhia

 

A Indra, uma das principais empresas globais de tecnologia e consultoria do mundo, vai realizar nos dias 12 e 13 de dezembro a etapa final da competição "Hack Day, Desafio América" em São Paulo. O desafio reuniu jovens de seis países da América Latina para disputar uma vaga de trabalho no Brasil ou nos Estados Unidos e, para a etapa final, equipes do Peru e da Colômbia vêm desenvolver projetos de tecnologia aplicados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS).

 

As equipes que competirão na final terão dois dias de trabalho, sendo o primeiro dedicado à apresentação da matriz Canvas, o Modelo de Negócio e o Plano Econômico de seus projetos ganhadores na semifinal. No segundo dia, os participantes trabalharão sobre um novo tema que será comunicado somente no momento da competição, com o intuito de explorar ao máximo o potencial dos participantes.

 

Com esta iniciativa, a companhia quer potencializar e valorizar o talento jovem e seu poder transformador, um dos pilares sobre os quais impulsiona seu processo de transformação cultural, entendido como uma necessidade estratégica e baseado em uma decidida aposta pelo talento e pelas pessoas.

 

Em busca de desenvolver uma relação melhor com seus colaboradores, a companhia trabalha há três anos para promover as mudanças culturais e organizacionais necessárias para atrair os melhores talentos e reter os colaboradores de maior desempenho. Nesse sentido, uma iniciativa de sucesso é a melhora da captação de jovens profissionais com programas como Smart Start, com o qual a companhia quer atrair milhares de jovens em todo o mundo para que comecem sua carreira profissional na empresa e fazer com que eles permaneçam nela.

 

Esta ação na América Latina faz parte da aposta da Indra pelos seus ativos mais importantes: o talento e a melhora do vínculo com os jovens profissionais. Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, México e Peru fizeram parte deste primeiro "Hack Day, Desafio América", gerando ideias inovadoras com a temática dos ODS da ONU como motor, que permitem mudar o mundo, neste caso, por meio da tecnologia.

 

Aposta pela inovação e o intraempreendimento

O “Indra Hack Day, Desafio América” é um exemplo da aposta da Indra pela inovação e pelo intraempreendimento, baseados em quatro eixos fundamentais: transformar a inovação na alavanca estratégica de diferenciação da oferta da Indra; direcionar a inovação a responder às necessidades estratégicas do negócio; tornar a Indra um polo de inovação reconhecida interna e externamente; e capitalizar o talento interno para gerar iniciativas diferenciais e inovadoras.

 

A iniciativa está alinhada, além disso, ao modelo de inovação aberta da companhia, que busca estreitar, por meio da Indraventures, a relação com todo o ecossistema empreendedor, a fim de detectar e apoiar novas ideias inovadoras que ajudem a reforçar sua liderança tecnológica; bem como com sua Política de Responsabilidade Social Corporativa, que busca o desenvolvimento sustentável e tem nos ODS um bom guia para avaliar o impacto social das soluções e das políticas corporativas da companhia.

 

Indra no Brasil

Presente no Brasil desde 1996, a Indra é uma das principais companhias de tecnologia e consultoria do país. Conta com mais de 6.000 profissionais, escritórios distribuídos nos principais estados brasileiros e um Delivery Center na cidade de Campinas, que atua como Centro de Excelência para tecnologias energéticas. A companhia faz parte de alguns dos projetos mais inovadores para o desenvolvimento econômico e tecnológico do Brasil nos setores de Transporte & Defesa e de Tecnologia da Informação (TI), os quais estão agrupados em sua filial Minsait.

 

Sobre a Indra

A Indra (www.indracompany.com) é uma das principais companhias globais de tecnologia e consultoria e o sócio tecnológico para as operações-chave dos negócios de seus clientes em todo o mundo. É um fornecedor líder mundial de soluções próprias em segmentos específicos dos mercados de Transporte e Defesa, e a empresa líder em consultoria de transformação digital y Tecnologia da Informação na Espanha e América Latina, por meio de sua filial Minsait. Seu modelo de negócio está baseado em uma oferta integral de produtos próprios, com um enfoque end-to-end, de alto valor e com um elevado componente de inovação. No exercício de 2017, a Indra teve receitas de 3,01 bilhões de euros, 40.000 funcionários, presença local em 46 países e operações comerciais em mais de 140 países.

Última atualização em Ter, 11 de Dezembro de 2018 11:16
 

G20: Trégua na guerra comercial EUA-China, clima e sustentabilidade

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Líderes dos países participantes do G20 em Buenos Aires posam para foto do evento.Imagem: Alexander Nemenov/AFP

 

Arnaldo Francisco Cardoso

Com uma declaração final incluindo temas sensíveis como clima e livre comércio assinada por todos os membros do G20, a reunião do grupo das vinte maiores economias do mundo, realizada em Buenos Aires, pode ser avaliada como bem sucedida uma vez que as expectativas em seu início eram bastante pessimistas dadas as sérias divergências e disputas em temas cruciais para a ordem política e econômica mundial.

 

As dificuldades para o avanço de negociações multilaterais que requerem a disposição para ceder em nome de um bem comum já podiam ser percebidas a começar pela situação da própria Argentina, anfitriã da reunião que ocorreu pela primeira vez num país da América Sul. O segundo maior país da região enfrenta uma grave crise econômica e política com o governo de Maurício Macri tendo sua popularidade em acentuado declínio.

 

Entre os presentes, outro governante em situação delicada era o presidente da França, Emmanuel Macron que viajou para Buenos Aires em meio a mais grave crise que seu governo enfrenta e que teve numa decisão de aumento do preço dos combustíveis para financiar projetos de "transição ecológica" o estopim da crise.

 

Outro acontecimento nas vésperas da reunião de Buenos Aires que terminou por piorar o clima geral foi o cancelamento por parte da diplomacia norte-americana da reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin em função da evolução da crise envolvendo a Guarda Costeira russa e navios ucranianos na entrada do estreito de Kerch.

 

Mas o foco das atenções estavam mesmo em outro ringue, ocupado pelos presidentes Donald Trump e Xi Jimping que, nos últimos meses se enfrentaram numa grave guerra comercial com sérios reflexos sobre os mais importantes fluxos do comércio mundial.

 

E foi dessa difícil crise que saiu um acordo que, por noventa dias estabelece uma trégua entre EUA e China para que se restabeleçam negociações visando o equacionamento de interesses conflitantes. Abriu-se também espaço para avanço das negociações para reforma da OMC e, com isso, restabelecimento de autoridade e credibilidade da organização multilateral global como fórum privilegiado para a solução de controvérsias do comércio internacional.

 

Ao Brasil coube apenas espaço de coadjuvante, com o presidente brasileiro que desde o início de seu precário governo não ocupou qualquer espaço de relevo em fóruns internacionais. Sobre o novo presidente brasileiro eleito, a comunidade internacional espera com certa curiosidade e apreensão suas primeiras ações, uma vez que mesmo antes de assumir o poder já foi capaz de produzir discórdia e veementes críticas entre muitos de seus principais parceiros internacionais. Exemplo disto foi o mal-estar provocado pela decisão de cancelamento por parte do governo brasileiro de sediar a COP25 além de declarações de membros do novo governo mostrando desprezo por estudos sobre mudanças climáticas e pouca disposição a cumprir responsabilidades assumidas em fóruns multilaterais. Com isso o governo dilapida um dos seus principais capitais políticos em mesas de negociações internacionais.

 

Mas mais importante que declarações do presidente brasileiro em exercício ou do novo presidente eleito, foram as declarações de Xi Jimping sobre a irreversibilidade da agenda ambiental e a concordância de Donald Trump em assinar a declaração final da reunião em que constam os compromissos assumidos pelos signatários do Acordo de Paris e do Plano de Ação de Hamburgo que terminaram por restabelecer alguma esperança, ao final da reunião, na aposta na arte de negociar como um dos meios mais elevados e vantajosos da ação política.

 

Arnaldo Francisco Cardoso é pesquisador e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie Alphaville nas áreas de Comércio e Relações Internacionais.

 

Sobre o Mackenzie


A Universidade Presbiteriana Mackenzie está entre as 100 melhores instituições de ensino da América Latina, segundo a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação.

Última atualização em Qua, 05 de Dezembro de 2018 10:51
 

Saiba mais sobre o Natal: as diferentes tradições ao redor do mundo

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As tradições do natal pelo mundo (Foto: Divulgação)

 

 

O Natal possui, dependendo da cultura e do país, particularidades que tornam a data diferente em cada canto do mundo. São muitas tradições: dar presentes, preparar guloseimas específicas dessa época, enviar cartões natalinos, entre tantas outras. De um local para o outro, até a data de comemoração pode mudar: segundo a enciclopédia Britannica® Digital Learning, enquanto em alguns países a troca de presentes é realizada no dia 24 de dezembro, em outros, esse costume acontece no dia 25 ou até no dia 6 de janeiro, sendo este último mais comum no oriente, onde a data simboliza a chamada Epifania, dia do batismo de Jesus e da chegada dos três reis magos.

Em alguns casos, as festividades costumam durar bem mais que um dia. No Brasil, por exemplo, as celebrações começam no dia 24 de dezembro e se estendem até o dia 25. Nos Estados Unidos, o Dia de Ação de Graças, sempre na última quinta-feira de novembro, marca o início das comemorações natalinas. O professor de História do Colégio Positivo Maurício Paz lembra que o Natal não é apenas mais um festival religioso. “A data é também um dos períodos de férias mais populares para os países em que o cristianismo é a religião dominante. Mesmo no Japão, onde o cristianismo é uma religião minoritária, o Natal tornou-se uma festa tradicional e capitalista, com as pessoas adquirindo o hábito de trocar presentes”, conta.

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Árvore de Natal surgiu de duas tradições alemãs  (Foto: Divulgação)

Curiosidades e símbolos natalinos ao redor do mundo

  • árvore de Natal surgiu de duas tradições alemãs: a “árvore do paraíso”, parte da festa de Adão e Eva, que eram homenageados como primeiros pais da humanidade com a árvore repleta de maçãs penduradas; e a “pirâmide de natal”, também conhecida como “torre do advento”, que é uma espécie de pirâmide feita de prateleiras, preenchida com pequenos ornamentos, figuras natalinas, velas e uma estrela no topo. 

  • Na Índia, o pinheirinho de Natal é substituído pela mangueira, ou a árvore de bambu, e as casas são decoradas com folhas de manga.
  • Na Espanha e na Itália, as crianças só recebem os presentes na noite de 5 de janeiro. Segundo o folclore italiano, uma idosa chamada Befana desce chaminés e entrega presentes para as crianças durante a noite, assim como os três Reis Magos levaram presentes ao menino Jesus. Na Espanha, as crianças deixam seus sapatos do lado de fora das casas, cheios de palha e cevada, para os animais dos reis magos se alimentarem. Em troca, recebem presentes.

  • Na França, as famílias comem uma bûche de Noël, uma torta típica natalina em formato de tronco de árvore. A origem da torta remonta à época em que os camponeses, no inverno, queimavam, em oferta aos deuses, um grande tronco de árvore na lareira de casa. Esse tronco deveria ser consumido lentamente, durante vários dias. Quanto mais tempo durasse a fogueira, maior seriam a fartura e a colheita no ano seguinte. No dia 24 de dezembro, a família se reunia para jantar em torno da lareira. Após a refeição, as crianças deixavam o local para rezarem e pedirem presentes. Quando retornavam, encontravam bombons e docinhos espalhados em volta do tronco. Durante séculos, o tronco era o símbolo de calor e conforto familiar, assim como esperança para o novo ano.

  • No México, as pessoas costumam fazer buñuelos, tortillas fritas cobertas com xarope e açúcar de canela. Além disso, os mexicanos reproduzem a busca de Maria e José por um lugar para se abrigar e dar à luz o menino Jesus. 

  • A tradição de trocar presentes é um costume mais antigo que o feriado natalino em si. A data para a celebração do Natal, segundo registros, pode ter sido escolhida para competir com festivais pagãos que costumavam ocorrer sempre no fim de dezembro. Um desses festivais, o Ano Novo Romano, pode ter influenciado o feriado cristão, uma vez que as casas eram decoradas com folhagens e luzes, e presentes eram dados a crianças e pobres. Como as tribos germânicas da Europa aceitaram o cristianismo e começaram a celebrar o Natal, este também passou a conter a troca de presentes. 

  • Na Islândia, a noite de Natal representa descobertas por meio da literatura. No país, a tradição é dar livros de presente e, depois do jantar de Natal, sentar para passar o resto da noite lendo com a família. O costume movimenta o mercado literário local e promove um fenômeno conhecido por Jólabókaflóð, ou “dilúvio de livros”. Essa tradição vem da Segunda Guerra Mundial, quando, por conta das restrições às importações, a população começou a presentear com livros, que eram impressos no próprio país.

  • O uso de guirlandas como símbolos de vida era um costume antigo dos egípcios, chineses e hebreus, entre outros povos. A veneração da árvore era uma característica comum da religião entre os povos teutônicos e escandinavos do norte da Europa, antes de sua conversão ao cristianismo. Eles decoravam portas com vegetação na virada do ano novo para espantar os demônios. O enfeite com folhas espinhosas e frutas vermelhas entrou em uso no feriado para lembrar aos povos da coroa de espinhos usada por Jesus na crucificação.
Última atualização em Sex, 30 de Novembro de 2018 16:12
 

Assédio e abuso sexual no esporte: um mal que assombra os atletas

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Por Thaisa Rodbard Mileo

Depois do caso de Joanna Maranhão, nadadora olímpica brasileira, o Senado Federal aprovou um Projeto de Lei alterando o Código Penal Brasileiro, no qual o prazo para a prescrição dos crimes sexuais contra crianças e adolescentes começa a contar a partir do momento em que a vítima completar 18 anos, não mais a partir do momento do crime. O Projeto prevê ainda que crimes mais graves como o estupro terão um prazo de 20 anos a partir da maioridade para serem denunciados. O Projeto foi aprovado em 2012 e recebeu o nome de Lei Joanna Maranhão.

Em muitos casos o assediador é alguém que tem autoridade sobre o jovem e, devido a isso, o atleta acaba mantendo-se em silêncio. Somam-se a esse fator a vergonha e o medo da retaliação por parte do assediador ou ainda da entidade onde está treinando e representando a vítima. Fazer a denúncia de um caso de assédio e/ou abuso é algo muito difícil para qualquer pessoa, mas para os meninos/homens é ainda mais complicado, pois vivemos em uma sociedade em que ‘homem não chora’ e ‘sabe se defender sozinho’; ou ainda os garotos denunciam as práticas de assédio e/ou abuso e acabam afastados dos clubes de futebol onde atuam, muitas vezes vendo o seu sonho escorrer pelas mãos.

O apoio que o atleta precisa vem de fora, ou seja, de alguém que não está envolvido com a rede que o cerca dentro do treinamento. Enquanto o atleta não enxergar essa pessoa de confiança que poderá lhe ajudar não irá falar sobre ou denunciar os assédios e/ou abusos sofridos. O esporte reflete as mudanças culturais da população, que de uma forma geral clama por atenção e providências em relação ao assédio e ao abuso. É importante conscientizar os profissionais que trabalham junto com os atletas e lembrar sempre que: assédio sexual é crime!

O procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho do Paraná (MPT-PR), Gláucio Araújo de Oliveira, é responsável por um projeto de prevenção ao assédio moral e sexual no ambiente esportivo, por meio do projeto que envolve a assinatura de termos de cooperação entre o Ministério Público do Trabalho e confederações de esportes diversos, visando gerar ações conjuntas concretas de combate ao assédio a atletas. A iniciativa foi do setor jurídico das confederações brasileiras de ciclismo, ginástica e esportes aquáticos. Inicialmente a ação seria regional, mas o procurador considerou a importância do projeto e o ampliou para o âmbito nacional.

Após os ginastas brasileiros denunciarem os casos de assédio e abuso sofridos, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) implantou em março de 2018 o Canal de Ouvidoria do Conselho de Ética, uma ferramenta para que os atletas, de maneira sigilosa, façam as suas denúncias e estas sejam apuradas e combatidas. Porém, esse canal é destinado apenas às denúncias relacionadas diretamente a pessoas ligadas ao COB. Representantes do COB e da ONU Mulheres discutiram as diretrizes para a elaboração da Política de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e Abuso Sexual que será implementada futuramente pelo COB.

Lembrem-se: Assédio sexual é crime e deve ser denunciado para evitarmos outros casos no esporte!

Autora: Thaisa Rodbard Mileo é professora nos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter.

Última atualização em Seg, 26 de Novembro de 2018 15:27
 

Eduardo Kobra homenageia Projeto Soulphia

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Internacionalmente conhecido por seus painéis, artista retrata a primeira tutora que o Soulphia ajudou a sair de um abrigo para sua casa própria, por meio da oportunidade de ensinar Inglês pela internet.

O Projeto Soulphia, iniciativa que oferece oportunidades de reinserção social a moradoras de abrigo de Nova York (EUA), preparando-as para atuarem como tutoras de Inglês via web aulas, é o mais novo homenageado com um mural do artista brasileiro Eduardo Kobra, internacionalmente conhecido pelos painéis gigantes pintados em diversas cidades do mundo. Nesse trabalho, Kobra retratou a tutora Kymalekah Devine, a primeira professora que o Soulphia conseguiu tirar de um abrigo e ajudar a ter casa própria.

O mural está instalado na fachada da City-as-School, em Manhattan, local onde estudou um dos mais famosos artistas de rua de Nova York: Jean Michael Basquiat, também conhecido por fazer pinturas em prédios de Manhattan. O novo painel de Eduardo Kobra faz parte do Projeto Cores pela Liberdade, conjunto de obras sobre temáticas como respeito, tolerância, combate ao preconceito, entre outras.

O mural pintado por Kobra especialmente para o Soulphia dá continuidade a uma série de iniciativas realizadas no contexto da parceria entre o artista e o projeto. Recentemente, o muralista também doou uma réplica do painel "A Bailarina", pintado por ele em 2013, em Moscou, na Rússia. A peça faz referência à obra "O Lago dos Cisnes", balé dramático de autoria do compositor russo Piotr Ilitch Tchaikovsky. A obra será leiloada e o valor arrecadado, revertido para o projeto.

Kobra, inclusive, é padrinho do Projeto Soulphia, iniciativa que decidiu apoiar por conta de uma série de sinergias com a proposta dessa ação social. "O Kobra acredita muito na força da superação, da importância de se oferecer oportunidades para transformar a vida das pessoas, da mesma forma que nós, do Soulphia, que iniciamos o projeto por acreditar que poderíamos fazer algo para transformar as histórias de vida das nossas tutoras", explica Tiago Souza, um dos sócios-fundadores do projeto, ao lado do também brasileiro Felipe Marinho.

Em um ano de atividades, o Soulphia já alcança mais de 300 alunos no Brasil, China, Colômbia e EUA. E já são 25 as tutoras treinadas para lidar com alunos de qualquer nível de proficiência em Inglês, atendendo-os em comunicação direta, individualizada e de baixo custo.

Sobre o Soulphia

O SOULPHIA iniciou suas atividades em 2017, com um projeto piloto que utilizou computadores de um abrigo no bairro do Bronx, em Nova York. Assim, seis tutoras ministraram mais de 500 aulas para cerca de 40 alunos recrutados via Facebook, ao custo de cerca de U$ 15 por aula. A experiência foi um sucesso, gerando a implantação oficial e a consequente expansão da plataforma que hoje, um ano depois, se consolida. O nome SOULPHIA é inspirado pela união entre a palavra 'Soul' – alma em inglês, ou a essência de uma pessoa – e o termo grego 'Sophia', cujo significado original é Sabedoria.

Última atualização em Qui, 22 de Novembro de 2018 12:37
 

Itaipu e PTI buscam cooperação técnica em usina do Canadá

As duas instituições buscam intercâmbio com a Hydro-Québec no campo da automatização de unidades geradoras, entre outros temas.

 

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 A usina de Itaipu e o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) vão encaminhar um projeto de cooperação internacional entre as duas instituições e a Hydro-Québec, do Canadá. A maior companhia de eletricidade canadense mantém, entre suas hidrelétricas, a Centrale Robert-Bourassa, a maior usina subterrânea do mundo em geração de energia. E, a exemplo da usina brasileiro-paraguaia, ela também passa por um processo de automatização.


Esse foi um dos focos de interesse da comitiva brasileira de Itaipu ao Canadá, liderada pelo diretor-geral brasileiro, Marcos Stamm. Na segunda-feira (19), a missão internacional da usina se reuniu com a alta diretoria da Hydro-Québec, depois de visitar no sábado (17) a usina de Robert-Bourassa, e de conhecer o Instituto de Pesquisa da Hydro-Québec (IREQ, da sigla em francês), uma espécie de PTI da geradora, com mais de 50 anos de existência.


Com unidades geradoras analógicas, a Centrale Robert-Bourassa está sendo digitalizada. Sozinha, a hidrelétrica tem capacidade de 5.616 megawatts (MW), mas é considerada uma megausina pela quantidade de energia que gera mesmo em condições climáticas adversas. A planta possui 16 unidades geradoras e sua barragem está localizada no Rio La Grande, ao norte de Québec, em uma das instalações do projeto James Bay, da Hydro-Québec.


Somada à estação de geração La Grande 2-A, as duas usinas representam mais de 20% da capacidade instalada da Hydro-Québec.

 


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Encontro
Marcos Stamm e o diretor técnico executivo de Itaipu, Mauro Corbellini, mostraram para a diretoria do complexo hidrelétrico canadense um panorama sobre Itaipu, desde a geração – a binacional detém o recorde mundial de 103,1 milhões de MWh/ano-, até seu projeto de modernização, que guarda semelhanças com o da hidrelétrica Robert-Bourassa. O investimento previsto na modernização da usina brasileiro-paraguaia é de US$ 500 milhões.


Itaipu tem 14 mil megawatts (MW) de capacidade instalada e já gerou 2,6 bilhões de MWh desde a entrada em operação, em maio de 1984. Nenhuma outra usina gerou tanta energia.


Início da modernização
No final do mês passado, Itaipu deu início à etapa de pré-qualificação das empresas que participarão do processo de modernização. As empresas habilitadas deverão ser escolhidas até o dia 14 de dezembro, data da última reunião do Conselho de Administração da Itaipu em 2018. Todo o projeto, que vai garantir sustentabilidade para que Itaipu continue gerando energia para as próximas décadas em pleno vigor, deverá ser concluído em 14 anos.


Balanço
Segundo o diretor-geral brasileiro, Marcos Stamm, a visita à hidrelétrica canadense Robert-Bourassa “é oportuna, exatamente porque Itaipu prepara-se para passar por um processo semelhante, que poucas usinas do mundo vivenciaram num patamar tão grandioso”. Segundo ele, os dois dias de visita e reuniões técnicas da Itaipu e PTI com a diretoria da Hydro-Québec surtiram boas possibilidades de parcerias e que terão desdobramentos importantes para ações conjuntas de interesse às instituições envolvidas.


Para o diretor técnico executivo de Itaipu, Mauro Corbellini, que acompanha todo o processo de atualização tecnológica da binacional, “ver de perto o que acontece na Hydro-Québec facilita a nossa própria experiência”. E complementa: “aqui, no Canadá, vimos um complexo que gera, transmite e distribui energia. Ela comanda 60 usinas hidrelétricas e uma central nuclear, que juntas produzem 173 milhões MWh por ano. Só Itaipu já gerou sozinha 103,1 milhões de MWh.”


PTI
O PTI tem um papel importante na atualização tecnológica de Itaipu. Há dez anos, a instituição mantém um laboratório de automação e simulação de sistemas elétricos. O trabalho atende, principalmente, à Itaipu e demais empresas do setor elétrico-energético. Nesse contexto, o diretor-superintendente do PTI, Jorge Augusto Callado, fez uma apresentação do parque, que “não só desenvolve soluções de automação para Itaipu, como participa de mais ações e iniciativas para o desenvolvimento da região Oeste do Paraná”.


“Por meio da cooperação, buscamos a atualização permanente de procedimentos tecnológicos e científicos para reforçar a internacionalização do PTI e contribuir, de forma cada vez mais atualizada, com as boas práticas em apoio à Itaipu Binacional e ao desenvolvimento do território”, afirmou.


A Itaipu
Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,5 bilhões de MWh. Em 2016, a usina brasileira e paraguaia retomou o recorde mundial anual de geração de energia, com a marca de 103.098.366 MWh. Em 2017, a hidrelétrica foi responsável pelo abastecimento de 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 86,4% do Paraguai.

Última atualização em Ter, 20 de Novembro de 2018 16:10
 


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