Mega-Sena acumulada - R$38 milhões

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Mega-Sena acumulada 

 

A Mega-Sena acumula mais uma vez e pode pagar, neste sábado (23), o prêmio de R$ 38 milhões ao apostador que acertar os seis números da sorte. O concurso 2.052 será sorteado a partir das 20h (horário de Brasília) no Caminhão da Sorte da CAIXA que está em Campina Grande (PB).

Caso apenas um ganhador leve o prêmio da Mega-Sena e aplique todo o valor na Poupança da CAIXA, receberá aproximadamente R$ 141 mil em rendimentos mensais. Ou, se preferir, o ganhador pode adquirir 120 carros de luxo, a R$ 150 mil cada, além de 10 apartamentos de R$ 2 milhões.

A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 3,50 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília) de sábado em qualquer lotérica do país. Clientes com acesso ao Internet Banking CAIXA podem fazer suas apostas na Mega-Sena pelo seu computador pessoal, tablet ou smartphone. Para isso, basta ter conta corrente no banco e ser maior de 18 anos. O serviço funciona das 8h às 22h (horário de Brasília), exceto em dias de sorteios (quartas e sábados), quando as apostas se encerram às 19h, retornando às 21h para o concurso seguinte.

Quina de São João:
As apostas continuam nas casas lotéricas de todo país e a Quina de São João promete um super prêmio de R$ 130 milhões. O prêmio será sorteado no sábado (23), a partir das 20h (horário de Brasília), no Caminhão da Sorte da CAIXA, que está em Campina Grande (PB), no Parque do Povo, centro da cidade.

Para jogar na Quina de São João, basta marcar de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis no volante. Ganha quem tiver dois, três, quatro ou cinco acertos. Como nos demais concursos especiais – Dupla de Páscoa, Lotofácil da Independência e Mega da Virada – o prêmio principal não acumula. Se não houver apostas vencedoras com cinco acertos, o prêmio principal será dividido entre os acertadores de quatro números – e assim sucessivamente.

21/06/2018
Assessoria de Imprensa da CAIXA
(41) 4501-8641
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Última atualização em Qui, 21 de Junho de 2018 15:42
 

Talvez Uma História de Amor

 

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“Talvez Uma História de Amor” chega aos cinemas em uma semana especial.
(Foto: Divulgação)

 

Baseado no livro homônimo escrito pelo francês Martin Page, “Talvez Uma História de Amor” chega aos cinemas em uma semana especial, a dos namorados.

 

Mas, o filme também é especial para quem ainda não encontrou sua “alma gêmea”, porque a história é positiva e faz lembrar que o amor sempre vale a pena.

 

Logo no início da história, conhecemos Virgílio, um homem metódico, perfeccionista, que faz tudo com esmero cuidado e pontualidade. Ele gosta de ter controle sobre a vida.

 

Depois de um dia de trabalho normal e controlado, ele chega em casa e ouve um recado na secretária eletrônica, que o deixa abismado: uma mulher, Clara, diz que apesar de amá-lo precisa terminar com ele, finalizando o recado com um frio “adeus”.

 

Virgílio passa a noite acordado ao lado do aparelho, ouvindo repetidas vezes, a mensagem que ele não entende: afinal quem é Clara?

 

Apesar de sua falta de conhecimento ou memória sobre a pessoa, todos os seus amigos e conhecidos, perguntam como ele está se sentindo com o final do relacionamento.

 

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Thayla Ayala e Mateus Solano em cena dirigida por Rodrigo Bernardo. (Foto: Divulgação)

 

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Mateus Solano em “Talvez Uma História de Amor”. (Foto: Divulgação)

 

Extremamente incomodado com a situação, ele começa a procurar Clara, com a ajuda de pequenas informações que ele vai recebendo de amigos, e inicia uma bonita jornada de autoconhecimento e de busca ao amor.

 

O diretor Rodrigo Bernardo entrega um filme leve, equilibrado, com uma fotografia muito bonita, com locações espetaculares, elenco sintonizado, trilha sonora harmoniosa e um ótimo roteiro.

 

Sim, fiquei impressionada com a qualidade do filme, além de bem feito, ele nos dá a oportunidade de descobrir o personagem Virgílio de Mateus Solano, junto com ele, já que ele se redescobre na história, e ficar na expectativa de encontrar Clara, junto com ele também.

 

Cada detalhe da história tem um porquê, por exemplo, a decoração da casa de Virgílio, com pôsteres do universo circense, (quando assistir ao filme você vai me entender), ou uma das excelentes músicas da trilha sonora, a música “September” da banda “Earth, Wind and Fire”, que começa com a pergunta: “do you remember?”, justamente o que Virgílio precisa fazer.

 

Outras pérolas do filme: a atriz Cynthia Nixon, a Miranda do Sex And The City que faz uma participação super especial, as locações nos Museus Masp de São Paulo e Guggenheim de Nova York e muito mais.

 

“Talvez Uma História de Amor” é um longa que vai te surpreender, ele é um daqueles filmes que sai do lugar comum e te faz sorrir. Recomendo!

 

 

Título Original: Talvez Uma História de Amor
Gênero: Comédia Romântica
Tempo de Duração: 1 hora e 45 minutos
Ano de Lançamento: 2018

Direção: Rodrigo Bernardo

Elenco: Mateus Solano, Thaila Ayala, Paulo Vilhena, Bianca Comparato, Totia Meirelles, Nathalia Dill, Juliana Didone, Gero Camilo, Marco Luque, Dani Calabresa, Cynthia Nixon.

RITA VAZ

TUDO SOBRE FILME – www.tudosobrefilme.com.br

Última atualização em Sex, 15 de Junho de 2018 14:05
 

VICE Brasil lança "BICHA!"

Em ano de Copa, projeto trata sobre a homofobia no futebol nacional

 

 

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Documentário "BICHA!" discute homofobia no futebol - VICE Brasil

 

A VICE Brasil, maior grupo de mídia global millennial-first, apresenta o documentário BICHA!, um conteúdo editorial apoiado por Skyy Vodka que traz à tona um debate inédito sobre a homofobia no futebol brasileiro que passa pelas arquibancadas até a imprensa esportiva do país.

Murilo Megale, host e roteirista do documentário, explica que o nome dado ao projeto surgiu do meio de ofensa e manifestação de ódio dentro do campo de futebol, que ocorre no momento do tiro de meta do goleiro adversário. Segundo Megale, o Brasil já é hexa nesse quesito, punido 6 vezes por gritos homofóbicos em jogos da Seleção Brasileira nas eliminatórias para a Copa 2018.

O documentário é dividido em três diferentes esferas e pontos de vistas: torcida, clube e imprensa, trazendo entrevistas com personagens fundamentais para influenciar as pessoas e o futebol brasileiro, como Gabriela Moreira (ESPN), Walter Casagrande Jr (Globo), clubes de alto escalão, torcedores e torcidas organizadas da série A, jogadores famosos como o pentacampeão Vampeta, Renato, do Santos Futebol Clube, além do público homossexual que tem que frequentar os estádios de maneira secreta. "O objetivo do documentário não é apontar o dedo, mas sim colocá-lo na ferida. Passou da hora de debatermos esse assunto dando a relevância necessária e entendendo o que pode ser feito para melhorar a questão com iniciativas positivas," conta o host.  

A parceria com SKYY Vodka dá continuidade ao projeto Casa Ponte que tem o propósito de romper barreiras e manter acesos os holofotes para a homofobia em diversas áreas da sociedade.

Assista ao documentário em vice.com e nas redes sociais de VICE a partir de 13 de junho.

Sobre a VICE
VICE é o maior grupo de mídia global millennial-first. Em 2018 planeja expandir a operação chegando a 55 países nos cinco continentes. Globalmente, opera uma plataforma de conteúdo original digital e mobile, uma agência de conteúdo global que entrega o conceito de "Branded Publishing" à marcas, uma produtora de filmes e documentários, uma gravadora, uma revista e um canal de televisão chamado VICELAND, que já opera em 19 países, cujo conteúdo chegará em breve ao Brasil através de parceria com o grupo Globo/Globosat.

Última atualização em Seg, 11 de Junho de 2018 12:36
 

Previsão do tempo: Vai voltar a chover

O inverno pode estar se aproximando mas são aguardadas pancadas de chuva.... A Netflix renovou sua primeira série original dinamarquesa The Rain para uma segunda temporada.  A aclamada série criada por Jannik Tai Mosholt, Esben Toft Jacobsen e Christian Potalivo teve excelente repercussão junto ao público global, incluindo os EUA, Reino Unido, Brasil, França e Alemanha, além da sua nativa da Dinamarca. A série voltará a produção ainda este ano e será lançada em 2019.

Kelly Luegenbiehl, Vice Presidente de Séries Originais Internacionais Netflix, declarou: "Estamos muito animados por nos juntarmos ao talentoso elenco e à nossa equipe de criadores incríveis para mais uma temporada. The Rain tem uma história acessível e humana em seu núcleo e toca em temas universais com os quais todos podem se identificar. O fato de que a primeira temporada atingiu o público do mundo todo, prova mais uma vez que histórias fortes podem transcender fronteiras".

Jannik Tai Mosholt, Roteirista chefe e Co-criador de The Rain acrescentou: "Somos muito gratos pelo sucesso da série e da resposta incrivelmente positiva da audiência. Estamos muito entusiasmados em poder realizar a segunda temporada de The Rain. Ainda há muitas histórias para contar sobre nossos personagens e muito mais a explorar em nosso universo; mal posso esperar para que todos possam assistir."

Peter Bose, sócio na Miso Film declarou: "A recepção ao show tem sido fantástica e estamos orgulhosos em continuar nossa colaboração com a Netflix nesta segunda temporada de The Rain".

The Rain tem criação de Jannik Tai Mosholt (Borgen, Rita, Follow the Money), Esben Toft Jacobsen (O Grande Urso, O Reino do Rei Pena) e Christian Potalivo (Dicte, Os Novos Inquilinos, Lang Historie Kort). O elenco traz Alba August (Reliance, Jordskott e Unga Astrid), Mikkel Boe Følsgaard (O Amante da Rainha, Os Herdeiros), Lucas Lynggaard Tønnesen (Tidsrejsen, Departamento Q: O Guardião das Causas Perdidas), Lars Simonsen (The Bridge, Brotherhood), Sonny Lindberg (Os Herdeiros, Anti), Jessica Dinnage (The Guilty - Den Skyldige, Mesteren), Lukas Løkken (En-to-tre-nu!) e Johannes Kuhnke (Força Maior).

 

netflix.com/therain in your coverage

 

Mateus Solano e Miguel Thiré em Selfie

                                              Selfie com  Mateus Solano e Miguel Thiré

 

 

“Selfie”, em inglês, é um neologismo com origem no termo “self-portrait,” que significa “autorretrato”, e dá nome às fotos clicadas por aparelho celular e compartilhadas na internet. Em 2013, o verbete “selfie” foi eleito a palavra do ano, segundo o blog da Oxford University Press, ligado à universidade inglesa de mesmo nome. Esta escolha foi motivada pela constatação de que este verbete cresceu 1.7000% em 2013, o que confirma o seu status de uma das palavras mais procuradas em um ano.

O fenômeno estimulou e inquietou o produtor Carlos Grun, que se uniu aos atores Mateus Solano e Miguel Thiré, parceiros artísticos de longa data (desde 2007, quando conceberam e atuaram na comédia Dois Pra Viagem), para refletir – e rir de tudo isso concebendo a criação teatral da comédia Selfie, que chega a Curitiba no dia 26 de maio (sábado) para apresentação no Teatro Guaíra com o patrocínio do Grupo Bradesco Seguros e realização da Bem Legal Produções.

Para dar forma ao desejo do trio, o ator, autor e diretor Marcos Caruso foi convidado para dirigir a comédia, cujo texto foi criado por Daniela Ocampo (roteirista do programa Tá no Ar: a TV na TV, de Marcelo Adnet e Marcius Melhem, na TV Globo; e diretora de comédias de sucesso como Lente de Aumento, de Leandro Hassum, e Z.É – Zenas Improvisadas, de Fernando Caruso, Marcelo Adnet, Gregório Duvivier e Rafael Queiroga).

Reflexões e indagações acerca dos valores sociais e morais contidos nos meios de comunicação; as relações distorcidas entre pessoas e o que elas buscam com essas exposições; a interferência avassaladora da tecnologia na comunicação, num tempo em que mais se tecla do que se fala; pessoas fotografando continuamente a si mesmas, registrando o passo a passo de suas rotinas. Esta observação do comportamento contemporâneo foi o ponto de partida de Mateus Solano e Miguel Thiré para a criação de uma comédia ágil e dinâmica, em que os atores interpretam diversos personagens facilmente reconhecíveis por todos nós.

Marcos Caruso, que trabalha pela primeira vez com a dupla, se entusiasma pela discussão e pelo processo criativo propostos por Mateus e Miguel: “O que me move para aceitar um trabalho no teatro é a paixão por uma ideia. Dirigir Selfie me proporciona discutir um tema extremamente contemporâneo. Tenho absoluta certeza de que o excelente texto de Dani Ocampo, as deliciosas e impecáveis interpretações de Mateus Solano e Miguel Thiré, somados à qualidade da equipe que compõe este espetáculo, levarão a plateia a momentos de muita diversão, emoção e reflexão sobre uma questão fundamental da sociedade atual.”

Desde que estreou, em outubro de 2014, a comédia já teve mais de 250 apresentações e 250 mil espectadores em três anos de sucesso no Brasil, Estados Unidos e Portugal.

 

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Miguel Thiré e Matheus Solano

 

 

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Cena da peça "Selfie" (Divulgação)

 

 

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"Selfie" (Divulgação)

 

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Cena da peça "Selfie" (Divulgação)

 

 

 

FICHA TÉCNICA
Idealização: Carlos Grun, Mateus Solano e Miguel Thiré
Texto: Daniela Ocampo
Direção: Marcos Caruso
Elenco e personagens: Mateus Solano: Claudio e Miguel Thiré: Paulista, o amigo técnico / Solange, a mãe / Amanda, a namorada / Cabeça, o amigo maconheiro / o Empresário / Suzana Souza, a apresentadora de TV / o Barman / a Mulher do Bar /o Menino / Inocêncio, o velho (personagens por ordem de entrada em cena)
Figurinos: Sol Azulay
Desenho de Luz: Felipe Lourenço
Direção Musical e Trilha Sonora: Lincoln Vargas
Preparação Corporal: Arlindo Teixeira
Fotos: Sergio Baia e Vitor Zorzal
Design Gráfico: Bruno Dante
Produção: Carlos Grun - Bem Legal Produções

Serviço:
“SELFIE”
Dia 26 de maio, às 21h
Auditório bento Munhoz da Rocha Netto - Guairão
Classificação: 14 anos
Foto: Vitor Zorzal
INGRESSOS: PLATEIA PREMIUM Filas A à K: R$ 120,00 (cento e vinte reais); PLATEIA Filas L à V: R$ 100,00 (cem reais); 1º BALCÃO Filas A até D: R$ 80,00 (oitenta reais); 1º BALCÃO Filas E até final e 2º BALCÃO inteiro: R$ 50,00 (cinquenta reais). 50% de desconto para clientes Bradesco Seguros - até dois ingressos por cartão. Desconto não cumulativo com outros benefícios previstos em lei. Taxa de Administração R$ 6,00 (seis reais).

Última atualização em Seg, 14 de Maio de 2018 17:53
 

Perdi minha mãe...e meu cachorro !

Perdi minha mãe..e meu cachorro.

Não. Não me julguem.

É claro que não é uma comparação.

Mas ambos foram amados. Ambos me deixaram no período de 3 meses de diferença. Exatamente 3 meses.90 dias.

Vou contar um pouco disso.

Depois que eu quase morri ( leia o desabado aqui  ) decidi não deixar mais nada me estressar. Nada. Me tornei meio que uma muralha de pedra. Medo de me tornar vulnerável de novo. Sempre tive um pavor imenso de perder meus pais. Quando era adolescente me recordo muito bem, escrevi em um diário que queria ter nascido órfã para nunca sentir a dor de perder meus pais. Claro, bobagens de quem está na imaturidade. Tive os pais mais maravilhosos deste mundo mas o medo de perde-los já era um alerta do que eu um dia poderia vir a sentir e não queria de maneira alguma sentir essa dor mas pela ordem natural das coisas seria inevitável.

Foi em um domingo. 20.30 hs. O telefone tocou. Eu estava na sala. Ouvi a voz do meu irmão.

- Clau, a mamãe se foi.

- aonde? Perguntei eu.

- A mamãe morreu.

(queria ter nascido órfã para nunca sentir a dor de perder meus pais, queria ter nascido órfã para nunca sentir a dor de perder meus pais, queria ter.....)

- ok.

- Você entendeu o que eu falei ? perguntou meu irmão que esperava um ataque de choro, histeria ou desespero como deveria ser normal em mim antes do meu colapso.

- entendi sim, respondi distante de mim mesma desligando o telefone.

Me aproximei do meu marido em outro canto da casa seguida pelo meu fiel cachorrinho, sentei ao lado dele e falei com um tom de voz de gelar a alma:

- minha mãe morreu

Ele segurou minha mão, me abraçou e falou : vou ligar para o Diego (meu filho que mora no Brasil)

Falei ok e me calei.

Nenhuma lágrima. Nada.

Em menos de 15 minutos meu filho chegou e certamente esperava me ver em prantos. Me olhou e ...nada. Somente um olhar vazio e neutro respondeu a ele que precisava dormir porque no dia seguinte de madrugada pegaria a estrada.

Fui muda até São Paulo. Não disse nada. Não chorei.

Voltei no dia seguinte e a vida seguiu. Voltei a gravar o programa na TV 4 dias depois.

.......

Três meses depois meu cachorrinho ficou bem doente. Muito doente mesmo.

Gastamos muito dinheiro e gastaria o triplo se fosse necessário mas o diagnostico foi unânime: eutanásia.

Dormi com ele aquela noite. Abracei, beijei. Conversei.

Ao acordarmos peguei ele no colo e ele confiante abanou o rabinho e assim o levei para a veterinária aonde sua vidinha chegaria ao final após 13 anos.

Enquanto ele tomava a injeção letal chorei muito. Como nunca chorei. Não me lembro de ter sentido tanta dor como naquele momento na minha vida. Pedi perdão a ele que ficou me lambendo até o último suspiro. Chorei. Chorei. Chorei. E assim acabou nossa história.

Fiquei reclusa em casa, de luto por semanas. A dor parecia me consumir.

Agora volto ao inicio.

Acredito que o fato de eu ter levado o meu cachorrinho para a morte me deu a noção de que SIM, era um final. As suas cinzas entregues em minhas mãos era um fechamento. Ele não mais voltaria para mim.

Agora com relação a minha mãe... bom.. eu converso com ela todos os dias. Todos. Sinto a presença dela ao meu lado constantemente. Simplesmente é como se ela não tivesse ido embora. Não sei se consigo me explicar mas é um amor tão imenso esse de mães e filhos que realmente não tem muita explicação. Transcende tudo que pode ser explicado.

Acho que para mim ela continua por aqui. Por isso não choro. Peço conselhos, ajuda, proteção a ela e sei que ela me ouve e me responde de alguma forma. Talvez seja por isso que dizem que mães não morrem jamais ou que mães só tem uma ou ainda que mães são eternas.

É difícil aceitar que ela se foi, claro que sinto saudades e muita mas prefiro acreditar que a qualquer hora de alguma forma estaremos juntas de novo dando risada, comendo besteiras e assistindo A grande família juntas.

Cada um encara a vida e a morte de um jeito. Cada um sabe o tamanho da sua dor.

Eu prefiro ficar imune a ela enquanto eu consigo.

Nem consigo imaginar o tamanho que ela poderia ser se eu permitisse que ela me dominasse.

Só sei que me lembro da frase...”eu queria ser órfã para não sentir a dor de perder os meus pais....eu queria ser...”

Não. Não me julguem.

 

Claudia Cozzella

 

 

 

                           

 

 

Última atualização em Sex, 04 de Maio de 2018 08:58
 


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